Janeiro 27, 2022

Entrevista Com o Director Financeiro - César Elias Macamo

Diretor Financeiro da Petromoc fala-nos, nesta entrevista, sobre como a empresa administrou a continuidade de suas operações após o início da pandemia da Covid-19, desde a paralisação da economia, provocada pelas medidas de distanciamento social, até à capacidade de liquidez da empresa, comprometendo, significativamente, o fluxo de caixa.

P.N: A crise desencadeada obrigou a modificar muitas estratégias de negócio em grandes empresas. Será que mudou o roteiro da Petromoc no relativo a projectos em andamento e à evolução do negócio?

A COVID-19, é uma pandemia que está a afectar todos os sectores da economia a nível mundial e nacional em particular.

Sendo a Petromoc parte integrante deste universo, não poderia, obviamente, ser excepção. Antes do primeiro estado de emergência em Moçambique, a Petromoc já sofria o efeito da recessão económica global.

Com o estado de emergência, a situação tomou outros contornos em consequência da redução das actividades económicas.  As vendas reduziram em todos segmentos, com mais gravidde em consumidores e reexportação, o que levou ao reajustamento do plano operacional do orçamento anteriormente aprovado em Julho de 2020. Aqui foram adiados certos projectos de investimentos e porque parte significativa da despesa da Petromoc é fixa, ou seja, não está directamente ligada a vendas, com a redução destas, fomos obrigados a tomar medidas para a sua contenção e/ou redução.


Este exercício exigiu sacrifícios a todos os níveis, quer a nível colectivo, quer a nível individual, o que, mais uma vez, mostrou comprometimento da família Petromoc pela continuidade da empresa.
Permitam-me, desde já, agradecer a cooperação dos nossos parceiros financeiros, por terem aceite a nossa proposta de adiamento de pagamento das nossas dívidas, o que assegurou o financiamento das nossas operações correntes de Abril a Setembro de 2020.

P.N: A Empresa prevê algum impacto nos ganhos e perdas provisionais do plano de actividades e orçamento de 2021, face à emergência da COVID-19?

Como anteriormente me referi, quando a Empresa começou a se ressentir dos efeitos da COVID-19 e tendo consciência de que este era um problema que duraria muito tempo, procedeu-se ao ajustamento do plano operacional que já tinha sido aprovado, isto é, ainda em 2020 a Petromoc ajustou-se à realidade das condições de negócios impostas pela COVID-19. Portanto, com isto quero dizer que o Plano Operacional e o Orçamento de 2021, foram elaborados, tendo em conta a problemática desta pandemia.

P.N: Terá havido ou haverá alguma variação na carteira de clientes decorrente das implicações do coronavírus?
Sendo uma pandemia que afecta todos os sectores da actividade económica, uns de forma severa que os outros, e tendo em conta os produtos e serviços que a Petromoc oferece, é natural que certos clientes reduziram ou pararam as suas actividades e ainda houve outros que mudaram do ramo de actividade. Isto, sentimos no primeiro estado de Emergência e continuamos a sentir até este momento, embora com alguns sinais de retoma.
Foram casos mais salientes: A redução das actividades da VALE; paralização da RTG nossos maiores clientes no segmento de consumidores e alguns sectores de hotelaria e turismo.

P.N: A digitalização e a automatização de processos financeiros, e outras facilidades são meios assertivos de manter as operações e vendas em funcionamento.
Quais medidas de isolamento social face a COVID-19, adoptados pela Petromoc no processo de venda, à margem da pandemia?

Foi provado em todo o mundo e em todos os sectores que a maneira de fazer as coisas tinha que mudar para a vida continuar, e as TIC’s estão a desempenhar um papel crucial nesta nova maneira de fazer as coisas e viver no “novo normal” nunca desempenhado antes. No primeiro estado de emergência, todos pegamos um susto, as medidas de prevenção eram cumpridas com rigor, incluindo a rotatividade laboral. A divisão de Sistemas de Informação e Comunicação da Petromoc soube gerir com sucesso este período, dentro das limitações que a Empresa tem, refiro-me a insuficiência de computadores portáteis, que são o único meio que possibilita rotatividade sem interrupção das actividades.

Foram instalados softwares para o efeito em laptops existentes e, em alguns casos, tivemos que realocar certos equipamentos a setores chaves, havendo colegas que emprestaram seus computadores pessoais a Empresa, para permitir que actividades como facturação, conciliações de contas, autorizações de compras ou pagamentos, por exemplo, não parassem. Para os bancos, por exemplo, implementamos o processo de carregamento e validações de pagamentos nas suas plataformas, reduzindo para quase zero a necessidade de emissão de cheques.

Mesmo para casos que exijam pagamento por via de cartas, implementamos o Sistema de assinaturas electrónicas validadas, em coordenação com os bancos. Neste período, nos primeiro e segundo estados, de emergência, ganhamos outras experiências que continuamos a usar, como é o caso de submissão e autorizações de processos de electronicamente? E que, de certo modo, trouxe algum ganho, com destaque à poupança de tempo e Papel.

P.N: Com o abradamento da pandemia, as empresas estão a iniciar a retoma do crescimento. A nova realidade demandará iniciativas arrojadas para os negócios. Assim sendo, que tipo de melhoria operacional tem-se em “manga” para impulsionar a produtividade?

Olha, fico satisfeito quando fala de produtividade, porque a produtividade é um rácio. Ela é medida por Produção VS Despesa.

No contexto actual do mercado de combustível em Moçambique, cararcterizado por entrada massiva de pequenos operadores com uma pequena estrutura de despesa, mais do que aumentar as vendas através da potencialização da nossa rede de revenda, vamos aprimorar os nossos critérios de avaliação da viabilidade dos investimentos, alinhando o seu ciclo de maturidade à maturidade dos fundos investidos.

Paralelamente a isso, continuaremos a reforçar as medidas de contensão e redução da despesa operacional, bem como a redução do prazo médio de recebimentos, através do controlo do prazo de cobrança dos nossos clientes e limites de crédito, trabalho que já iniciou com o ajustamento da base de dados de clientes.

No que concerne a despesa Financeira, a empresa está a adoptar uma estratégia de ir quitando aqueles financiamentos menos expressivos na totalidade (liquidamos em Janeiro e Fevereiro os financiamentos com o FNB, ABC e BNI) e pagar o capital das maiores dívidas, nomeadamente com o MBIM e o BCI, por forma a reduzir o Custo Financeiro, o que, certamente, concorrerá para a melhoria do resultado líquido.

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